16.5.12

bons dias

Não me reconheço, estou rendida aos kiwis. Biológicos sim, como as tangerinas. Poderão dizer alguns que é sugestão. Pois eu digo que não é, não. E que fosse! Assim não me importo de ser "sugestionada". São maravilhosos.



pão maravilhoso-denso-rico-saboroso-carissimo!-alemão com queijo-creme, peito de perú e tangerina.



pão com queijo-creme e le beau kiwi.

torrada com queijo-creme e mel, meloa e chá verde.

11.5.12

Ode à Primavera da mãe e o princípio de uma revolução

revolução
(latim revolutio, -onis)
s. f.
1. [Astronomia] Marcha circular dos corpos celestes no espaço.
2. Período de tempo que eles empregam em percorrer a sua órbita.
3. [Física] Movimento de um móbil que percorre uma curva fechada.
4. [Geometria] Movimento suposto de um plano em volta de um dos seus lados, para gerar um sólido.
5. [Mecânica] Giro completo do eixo de um motor ou de qualquer peça em movimento giratório.
6. [Figurado] Revolta, sublevação.
7. Mudança brusca e violenta na estrutura económica, social ou política de um Estado: A Revolução Francesa.
8. Reforma, transformação, mudança completa.
9. Perturbação moral, indignação, agitação.
10. Náusea, repulsa, nojo.
11. Modificação em qualquer ramo do pensamento humano: Revolução literária.


Algo está errado quando não nos conseguimos distanciar de nós mesmos. Não é suposto esgotarmos os nossos prazeres. Por vezes são esses pequenos abrigos que parecem funcionar na vida, e colocamos neles tanta pressão na sua "função", que será a de fazer sentir bem para viver o resto do dia de forma suportável, que acabamos por assassiná-los. E fica-se com nada. Apenas com uma ilusão de que ainda obtemos algo que na verdade foi já substituído, abafado pela ansiedade de tudo o resto. E esse tudo o resto parece-me literalmente Tudo ultimamente, e quer o sentimento seja ou não partilhado por outros, como já me constou, para mim não é aceitável, não é suposto e incomoda-me.
Disse a um amigo no meu discurso repetidamente mono-centrado (de que mais posso falar senão da única realidade que conheço, que é a minha?) que já não quero mais isto. Quero outra coisa. Experimentei esta vida e não estou a gostar de me ver com ela. Posso mudar o espelho ou a vestimenta e estou tentada a mudar os dois. Estranha analogia. Não vale a pena ter o espelho se me sinto nua. O corpo precisa de se envolver em algo com que se sinta bem. Mas isso só acontece se gostar daquilo que vejo.
Vou abrir o casaco, tirar o soutien, soltar o cabelo, remover a maquilhagem, abrir um buraco no cinto, desabotoar o botão do colarinho, mudar a mala por uma bolsa. Ou então vou apenas dar um passo atrás, ou mil, ou ver-me de três quartos ou de perfil. Vou mudar o que agora puder até porque o calor está a vir. Eu adoro Sol, adoro. Mas não me quero queimar ou desidratar. E adoro comida, adoro. Atendam na analogia.

Por isso vou-me afastar um pouco antes que bata com a cabeça no vidro transparente. Apenas um pouco. Porque continuo aqui e quero continuar a partilhar coisas doces, amargas, salgadas, ácidas e comida pelo meio, como esta pequena refeição a exaltar os ares da Primavera que tarda a vir e um bolo podre, colaboração entre avó e neta, após compromisso assumido durante uma das exaltações recorrentes aos tempos idos da avó nas cozinhas de Reguengos. Tudo para celebrar a Mãe.























Pargo com batatas e espargos assados no forno
À medida que o tempo vai passando, o aroma frutado que se liberta do forno como bailarina que dança pela cozinha é absolutamente divinal. O modesto molho de iogurte equilibra sabores e gorduras, dando um toque final fresco e vibrante a todo o prato. Se não fosse a picuinhice do membro mais novo com todo o peixe que tenha mais espinhas que um douradinho tinha escolhido linguado ou solha, que já há muito que tenho vontade de experimentar cozinhar. Em alternativa decidi-me por filetes de espargos (pedi para arranjar na peixeira), com uma carne magra ideal para acompanhar as batatas e apenas precisa de poucos minutos para ficar perfeito - o essencial é pele para baixo na frigideira quente.

500g de espargos, aparados na base e cortados em 3
700g batatas pequenas farinhentas
sal grosso e pimenta preta fresca moída
azeite q.b
1 bolbo de alho, partido em dentes
vinagre balsâmico
uns bons goles de azeite
35g de manteiga, cortada aos cubos
1 clementina
1 grande ramo de salsa, picada
1 pequeno molho de cebolinho
250g de iogurte grego

5 pargos, arranjados em filete (ou seja, 10 filetes)

Pré-aquecer o forno a 190ºC. Descascar as batatas e acertar o tamanho a alguma mais irregular - se não tiverem tamanhos aproximados não irão ficar cozinhadas por igual. Lavar as batatas em água fria e colocá-las numa grande panela, cobrir com água fria e temperar bem. Levantar fervura e cozer por 6-7 minutos, para que fiquem parcialmente cozidas.Escoar as batatas e reservar 3 minutos. Dar uma agitadela ao escoador com as batatas para que ajudar a que se enfarinhem para que mais tarde fiquem super estaladiças.
A esta altura, escolher a combinação de sabores desejada. Colocar as batatas num tabuleiro de forno, numa só camada, adicionar a manteiga, temperar bem com sal e pimenta e envolver.
Colocar as batatas no forno durante 30 minutos até estarem ligeiramente douradas e cerca de 2/3 assadas.
Passado esse tempo, esmagar cuidadosamente cada batata com um esmagador de batatas (uma espátula-escumadeira também serve!) para aumentar a área de superfície em contacto com o tabuleiro para que fiquem o mais estaladiças possíveis. Adicionar um gole de azeite numa pequena tigela, 2/3 da salsa, 2/3 do bolbo de alho, um gole de vinagre balsâmico e 2/3 da tangerina. Esfregar tudo e mexer um pouco.
Adicionar a mistura e os espargos sobre as batatas, envolver, dar uma boa agitadela ao tabuleiro e devolver ao forno quente durante 40-50 minutos até estarem perfeitas. Quer-se batatas bem douradas, crocantes e suaves por dentro, borbulhantes e os espargos crocantes e dourados.

Numa taça, envolver o cebolinho, o iogurte, o resto da salsa, do alho e o sumo da restante clementina. Adicionar um fio de azeite, sal e pimenta a gosto. Provar e ajustar o tempero.

Temperar a pele dos pargos com sal e fazer uns cortes para que não enrole ao fritar.
Numa frigideira larga, adicionar azeite apenas para cobrir o fundo. Quando estiver bem quente, adicionar os filetes com a pele virada para baixo e deixar apenas durante 2-3 minutos, até estar dourada e estaladiça. Virar o filete e selar. Retirar da frigideira para um prato com papel absorvente e cozinhar os restantes filetes.

Servir tudo bem quente com uma colherada do molho por cima do peixe e um copo fresco de vinho verde!

serve 5-6


























Bolo podre

Se as claras não ficarem totalmente em castelo o resultado será um bolo ligeiramente mais denso (o que na minha opinião não é necessariamente uma coisa má, apesar de já fugir do que se espera de um autêntico bolo podre). O bolo torna-se ainda melhor no dia a seguir a ser feito, quando os sabores estão mais intensos, e conserva-se muito bem durante pelo menos 5 dias.

250ml de mel (usámos de rosmaninho)
250ml de azeite virgem-extra
250g de açúcar
1 c. de sobremesa de canela
1 limão
6 ovos
350g de farinha de trigo
1 c. de chá de fermento em pó

Pré-aquecer o forno a 180ºC com a prateleira no meio (não façam como eu que me esqueci e deixei em baixo, outra vez...).
Juntar o mel com o açúcar, o azeite e a raspa do limão. Bater tudo muito bem até obter um creme fofo e esbranquiçado. Juntar as gemas, uma a uma, batendo bem entre cada adição. Aromatizar com a canela. Bater as claras em castelo bem firme e envolver com o preparado anterior, alternando com a farinha, previamente peneirada com o fermento.Untar com azeite uma forma (utilizei com 24 cm) e deitar o preparado. Tapar com papel vegetal e levar ao forno cerca de 20 minutos. Retirar o papel e deixar cozer mais 40-45 minutos ou até estar cozido e bem dourado. Façam o teste do palito mas tenham cuidado para o bolo não ficar demasiado seco.
Retirar da forma e deixar arrefecer totalmente antes de servir, só ou acompanhado de uns morangos, um Porto (sim...) ou um chá de lúcia-lima ao pequeno-almoço.

serve 12


a ouvir: Beleza Pura - Caetano Veloso

3.5.12

cinzento-vento-tento-lento-tempo-alimento

Bird by bird, repito para mim. Enquanto lentamente ultrapasso a indignação, elimino a vontade de berrar e a auto-vitimização, até conseguir relaxar o corrugador do supercílio e confrontar a desmotivação crónica que me afecta os maiores prazeres, liberto-me da rotina através da rotina, na cozinha. Sempre diferente, fácil, rápido, sem pensar. Apenas para aproveitar.




spaghetti aglio e oglio, como quem diz esparguete salteada com azeite, alho, salsa e malagueta.


risotto super fácil (sem caldo de legumes, com este molho na base do refogado e vinho tinto a substituir o vinho branco) com tomate e oregãos. No cheese needed. 
(incrível como se apanha rapidamente o jeito a um prato destes. E quando se cozinha para um é menos de metade do tempo)


pseudo-queijadas com restos de massa filo, queijo creme, ovo e doce de abóbora da Lídia que precisava de ser acabado. Quente, estaladiço, leve, cremoso e doce q.b.


p.s. agora que reparo: salsa da avó, oregãos do tio e doce do avô.



a ouvir: Fast Car  - Tracy Chapman

30.4.12

Eu, os mercados e uma alface

Muito se passa por aqui. Mais ócio que trabalho, é verdade, mas se assim é então é porque pode ser. Leio de uma enfiada o que precisamente há um ano não me seduzia, preparo o mostruário para o meu futuro, bebo um copo de vinho, solidifico ideias, desfaço outras, vejo filmes, muitos filmes que relembram constantemente que todos andamos simplesmente a fazer o melhor que podemos/conseguimos (se podemos é porque conseguimos e se conseguimos é porque queremos), trabalho um pouco nos intervalos, escrevo para trabalhos que não me parecem como tal, as encomendas vão aumentando, a Amélie é mãe de sete (há que juntar a estes três os que nasceram há dois anos) e lentamente vou vendo resultados da persistência da minha veia activista e potencialmente subversiva. Pode-se dizer que tal veia está ligada à parte do meu cérebro que diz ALIMENTAÇÃO e o que nela flui é metafisicamente (uma vez que se desconhece ainda a origem da nossa alma) estimulado pela CONSCIÊNCIA. E porque, como é costume meu, já estou a divagar, parto para o que interessa: fui ao mercado. Adoro mercados e tenho noção que a minha companhia poderá rapidamente resvalar do aprazível para o (quase) insuportável. Começo por apresentar ligeiros sintomas de DOC a andar sempre para a frente e para trás, de olhos ligeiramente esgazeados, num constante pára-arranca indeciso, com um impulso para cheirar tudo e ainda uma ligeira arritmia procedente da ansiedade que se instala a partir do momento em que caio em mim e percebo que não posso levar tudo. Aliás, Barcelona foi deveras um desafio para o meu coração, para a minha carteira e certamente para os meus queridos companheiros de viagem. Mas isso fica para um próximo texto.
Para preservar o pouco que resta da minha sanidade nessas alturas, chamo a mim o meu auto-controlo e opto pelo tratamento de choque que acaba por tornar a experiência muito mais aprazível e divertida: deixo-me levar pelo momento e escolho três ou quatro coisas que me inspiram de imediato algo para as utilizar. Desta leva escolhi uma raiz de aipo monstruosa para esta sopa que rebenta de aromas e sabores por todos os lados; manjericão e tomates-cereja para um almoço domingueiro e estas maravilhosas folhas de alface-de-cordeiro, que mais tarde vim a descobrir tratarem-se de canónigos "crescidos" para um almoço durante a semana ainda por definir.





















Ao provar uma folha e sentir o seu sabor suave e adocicado soube de imediato onde a iria utilizar. Há um ano atrás fiz uma salada com uma alface linda da terra do meu avô, de folhas vibrantes, pequenas, alongadas e muito onduladas, lembrando folhos de saias e uma espécie de algas marinhas. Esperei pacientemente um ano para quando tivesse a dita novamente nas mãos e voltar a fazer esta salada e fotografá-la, por ser tão bonita. Mas assim que o meu avô a trouxe foi trucidada numa salada rápida ao jantar antes que eu pudesse dizer Ai. Melhor assim. Há males que vem por bem.



Salada de couscous com salmão e beterraba
À falta de melhor adjectivação, esta é uma salada simples, de sabores puros e terrenos. Não há nenhum ingrediente secreto ou um centro das atenções. Todos os elementos se confluem para criar uma harmonia de cores e sabores. Grelhei o salmão porque adoro a sua textura e sabor depois de grelhado, mas pode ser simplesmente escalfado. É preciso ter algum cuidado apenas com os temperos, principalmente o sal. Como o couscous, o salmão e a beterraba são cozinhados separadamente, não há necessidade de acrescentar muito mais, ou talvez mesmo nada, no final. Também gosto de pegar no alho que utilizei na beterraba e esmagá-lo na mistura para libertar o seu aroma delicioso.


120g de couscous
1 filete de salmão
1 beterraba assada
1 molho de alface-de-cordeiro
1 c.sopa de azeite
1/2 c.sopa de vinagre balsâmico
1 pitada de sal
pimenta preta, ou uma mistura delas a gosto

Colocar o couscous num recipiente com uma pitada de sal grosso e um fio de azeite. Cobrir com a mesma quantidade em volume de água a ferver, tapar com uma tampa bem isolada ou película aderente durante 5-8 minutos. Destapar, soltar com um garfo e reservar.
Temperar o filete de salmão com sal e pimenta e grelhar até ficar a gosto, cerca de 6-8 minutos em cada lado, dependendo da grossura do filete. Desfiar e juntar ao couscous.
Cortar a beterraba em pedaços pequenos (cerca de 2cm de grossura) e adicionar ao couscous juntamente com o molho em que esteve envolvida no forno.
Deixar arrefecer um pouco o couscous e o salmão para que não murchem a alface.
Juntar a alface em folhas separadas mas inteiras, envolver tudo para que os temperos se misturem, provar e corrigir o sabor de acordo com aquilo que sentirem que falta.

serve 2


a ouvir: Hyperballad - Björk

25.4.12

Um crumble, um processo e uma retrospectiva

Quando andamos em mudanças passamos sempre por aquela fase de selecção das coisas que queremos levar connosco daquelas que decidimos deixar para trás. Muita coisa é tralha que acumulamos por inércia e preguiça em decidir um destino adequado para elas, outras guardamos por acreditarmos que um dia poderemos precisar delas ou porque nos são oferecidas e não temos coragem nem para deitar fora, nem lata para oferecer a outra pessoa.
Depois há a tralha que preferimos não chamar de tralha. São as coisas que usámos com tanto carinho e durante tanto tempo que não temos coragem de as deixar partir, passo a expressão. A dificultar esse desprendimento está a crença íntima reconfortante de que no futuro serão pedaços de nós encontrados em algum sótão ou arca poeirenta pelos nossos filhos e netos, que os acarinharão e preservarão como património pessoal e intransmissível.
Depois há aquelas coisas que utilizámos muito mas que não carregam qualquer peso emocional e que serão substituídas sem qualquer dificuldade.
Ao longo deste processo passamos por momentos de dúvida e ligeira ansiedade, rimo-nos a bandeiras despregadas com lembranças de momentos hilariantes, bate uma pontada de melancolia. Descobrimos que mudámos como muita coisa que também mudou e verificamos que algumas coisas que tantas dúvidas e transtornos nos causaram na altura são simples e claras como a luz do dia. Apercebemo-nos que crescemos e que apenas temos uma vaga ideia de como é que isso aconteceu. Também nos lembramos do que tínhamos e já não temos e damo-nos conta da escassez de "matéria física" que nos ajudaria a relembrá-las. Comigo geralmente é isto que acontece com as coisas mais importantes. Deve ser por não ter em vista o seu fim ou por no momento ser impensável perder tempo a registá-lo que não na minha memória, a não ser que o próprio registo - um desenho, por exemplo - faça parte do momento. I wouldn't have it any other way.

Ao mudar-me para aqui deparei-me com muito pouca tralha e fiquei aliviada com a sensação de dever cumprido: foram 100 posts de exactamente aquilo que deveriam ser. Tudo o que lá está é meu, até mesmo o que não está. E fiquei feliz por perceber que ainda tenho mais para escrever, que o blogue ainda não se esgotou. É um registo em transformação, em constante evolução. Digo-o sem qualquer tipo de pretensiosismo e sim como uma espécie de introspecção. O que escrevemos, porquê e como o fazemos reflecte a nossa forma de estar na vida tanto a nível prático como metafísico.

Ao navegar pelas receitas para organizá-las por categorias apercebi-me que apesar da frequência com que escrevo, nem sempre as estatísticas correspondem aos factos. Apesar de ser aquilo que faço com mais frequência, as massas e os pequenos-almoços não "lideram" a tabela. As 2/3 receitas que julgo serem as que mais fiz durante o último ano ainda não foram publicadas e a carne aparece em abundância apesar de, sem contar com o frango, ser aquilo que menos cozinho. Creio que tem tudo a ver com a expectativa de retorno. O que é menos provável de ser repetido com maior frequência mais facilmente vai para o meu "repositório de experiências" do que as outras, cuja publicação pode acontecer a qualquer altura, assim que o seu contexto o exija. Além do mais, se publicasse tudo o que faço este blog teria pelo menos uma receita por dia.
No mundo das sobremesas não quis acreditar que ainda não tinha publicado um crumble, o meu doce de perdição: o compêndio perfeito de texturas, temperaturas e sabores. Coincidência das coindidências, decidi fazer um na véspera desta descoberta.

Estou feliz com esta mudança e ansiosa por mostrar a nova cozinha a toda a gente. Entrem, sintam-se à vontade, comentem e acima de tudo partilhem porque como já uma vez disse, não há nada melhor que cozinhar para os outros.



Crumble de aveia, côco e avelã com abacaxi flamejado

O abacaxi pode ser substituido por ananás. No entanto há que ter em conta que provavelmente a quantidade açúcar será aumentada devido à maior acidez do ananás. Desta vez utilizei a cachaça porque era o que tinha à mão. Podem substituir por outro tipo de rum, vodka ou aguardente.

5 fatias grossas de um abacaxi ou ananás pequeno

60ml de cachaça 
2 c.sopa de açúcar integral (rapadura ou mascavo, como é mais conhecido)

75g de manteiga
2/3 cháv. (85g aprox.) de flocos de aveia
1/5 cháv. (26g aprox.) de farinha
1 pitada de sal fino
1/5 cháv. de côco ralado natural
2 c.sopa de avelãs picadas


Num recipiente médio, colocar a aveia, a farinha, o sal, o côco e misturar bem (se for um tupperware nada melhor que tapar e agitar.) Acrescentar a manteiga partida aos pedaços e misturar tudo com as pontas dos dedos até ficar com pedaços grossos esfarelados e bem combinados.
Entretanto pré-aquecer o forno a 220ºC.

Cortar as fatias do abacaxi em pedaços com cerca de 2/3 cm.
Colocar o açúcar mascavado escuro numa frigideira e aqueçê-lo. Adicionar o abacaxi e envolver no açúcar durante uns segundos até começar a caramelizar.
Adicionar a cachaça, acender um isqueiro para flamejar e rodar a frigideira até o alcool evaporar e a chama apagar.

Colocar o ananás uniformemente num recipiente de forno médio ou dividido por quatro individuais.
Cobrir com a mistura do crumble e finalizar com as avelãs espalhadas.
Levar ao forno cerca de 25-35 minutos até o crumble estar bem dourado e o abacaxi a borbulhar por baixo.
Servir morno, de preferência com uma bola de gelado por cima - desta vez foi de limão.

serve 4




a ouvir: PUNCH Exclusive - Exotique

23.4.12

nova casa

E assim, nada mais nada menos que 100 posts depois, mudo de casa. Para uma maior, mais fresca, mais aberta para vocês e mais minha. Decorada aos bocadinhos, com atenção a todos os pormenores.
Apesar de sentir que de certa forma estou a começar de novo, sei que rapidamente passarão mais 100 posts de coisas boas para contar, com uma boa receita a acompanhar.

Espero que gostem,
Bem-vindos.



Chiffon de chocolate com ganache que levei há uma semana para a faculdade.
Fica aqui como sinal de afecto, se pudesse partilhava com vocês.