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22.10.14

manhãs e chávenas partidas.

A vida é feita de pequenas verdades criadas no nosso intimo que constituem fundamentalmente a nossa realidade pessoal. Qual semiótica, construímos signos cujo significante está à vista de toda a gente, mas significados pessoais e intransponíveis, que não sentimos senão através das nossas entranhas enroladas, do coração acelerado, do sorriso rasgado, da mente dispersa e das lágrimas escorridas.
Agarramo-nos a ideias para fundamentar a nossa fé e adquirimos e criamos incessantemente momentos, objectos, memórias, coisas que nos dão a sensação de pertença, de certeza e de eternidade. É o peso que nisso colocamos que dá substância à nossa vida. Mas ao contrário de quando criamos essa verdade, não controlamos a sua permanência e, enquanto continuamos agarrados à ideia dessa verdade, ela lentamente desaparece para dar lugar a outra coisa.
E ficamos ali, sós, sem aquela pertença ou certeza ou eternidade. E o chão cai.  Ficamos com o objecto e a ideia na mão, como uma chávena partida que já não dá para reparar, mas que não queremos deitar fora porque é linda demais, porque é dele, ou porque foi daquele momento, porque pertence a um lugar. Porque nos pertence e não queremos aceitar que dela já não bebemos mais.
Resta olhar para todas as outras que temos no armário e ver como são lindas essa que se partiu. Resta acima de tudo aproveitá-las e enchê-las com um belo chá, ou café, ou leite, estar grato por haver chávenas e por haver com que enchê-las. Resta arranjar mais.

E haverá sempre a manhã seguinte para delas beber.



Requeijão com mel, amêndoas tostadas e romã.



a ouvir: Changes - Seu Jorge

31.1.13

Aviso especial à Ana e o Bom-dia que lhe dedico em jeito de Obrigada

Para a Ana, a "leitora permanente" - palavras suas - que, compõe juntamente com a quantidade esmagadora de três outros seres o agregado de visitantes assíduos deste espaço:

Quando vocês me assaltam com vagas de ternura com mensagens privadas, agradecendo, apreciando, elogiando e outros grandes verbos "grandes" de mais para aquilo que alguma vez imaginei que este blog poderia inspirar, fico desarmada. A ti, hoje especialmente, obrigada, obrigada, obrigada. Não te preocupes, isto vai continuar. A cena dos vícios é que sabem bem e custam a parar. Posto isto, até que me canse. A minha ausência ou reduzida actividade deve-se apenas ao facto de neste momento sinto que a minha vida é uma daquelas caixas surpresa, às quais devo dizer que não acho grande piada e que até acho meio assustadoras, mas neste caso totalmente entusiasmantes e absolutamente recheadas de potencial prestes a tornar-se realidade a qualquer instante. É a minha vida a começar, por fim. Sou eu a chegar ao "Agora" que responde à pergunta "Quando chega a minha vez?" colocada por mim, mais vezes do que gostaria.




pão preto da Quinoa, com queijo creme e sumo de romã: é fantástico! Adoro comer romã, mas quando se lhe são retirados todas as pevides que lhe conferem acidez transforma-se num néctar dos deuses.


É verdade, já tenho carta. Diz a sabedoria popular que algo doce antes do exame é sucesso garantido. Da primeira vez o sucesso decidiu ficar a dormir, mas decidi não agoirar e repetir a dose, com algo diferente.



Laranjas com calda de caramelo e papas de aveia + Earl Grey. 
É o Céu na Terra às 8h da manhã.



a ouvir: Radio Radar