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22.3.13

Um pouco mais - in motus




Não sei como começou. Pode ter sido com aquele inicio de tarde em que nos cruzámos quase quase sem que nos víssemos, olhar esse que (re)iniciou conversa e amizade.
Pode, no entanto, ter começado no que tornou possível tal conversa, e nada mais foi que o dia em que Josefa e Amadeu decidiram colocar Catarina em colégio de alto gabarito em Sintra. Sem tal espaço educativo ou pertinente decisão, não haveria conversa iniciada.
Pode realmente ter começado no dia em que decidi enfrentar a besta (insaciável apetite) de frente, aliando-me a ela em vez de a expurgar funestamente do meu corpo, tendo baralhado e dado de novo, a maldição convertendo-se em paixão. Sem isso, bom... nada.
Pode igualmente ter começado no dia em que alguém - dois alguéns" -viram a minha cara numa oportunidade. E eu aproveitei.
Começou tudo ao mesmo tempo, ainda que em tempos diferentes, sem que eu soubesse que começava o que fosse.
Começou algo que deu origem a isto, que por sua vez é também Início. Inícios mil de quem brinca com a comida e de quem brinca com a câmara. Porque gostamos de brincar. Almas em movimento. in motus. Todos os créditos para o Tiago Maduro. Cheers amigo.

*FYI o video foi originalmente feito para um concurso para o 24kitchen.
Alguns pontos a destacar no video (queiram desculpar, falhas de estreante):
- as quantidades de quinoa e arroz são chávenas de café, não de chá.
- a salada leva feijão branco, cerca de 200g, ainda que não tenha mencionado.
- a pasta leva também cerca de 1/2 c.chá do maravilhoso bird's eye chilli da Quinta do Poial.





































a ouvir: Snow Spectrum - Seekae

14.3.13

U R G E

Tudo me urge. E eu só me lembro de Eugénio de Andrade: "É urgente... é urgente...". Urge o que deve e o que não deve e eu como personagem de BD, várias cabeças num só corpo, viradas para todas as direcções e pequenas linhas curvas horizontais simulando movimento.
Urgem as ideias que ainda não consegui que deixassem de o ser para passarem a ser algo mais, mas urgem-me também os limões disformes de um quintal das traseiras do parque, para que corra a casa buscar a máquina e registe a beleza dos seus jeitos singulares e eles com a luz brilhante do céu acabadinho de ser chovido.
Urge a vontade de compreender o que não compreendo e de dar sentido ao que compreendo mas que não cabe na minha cabeça. Urge o que quero e o que não sei se quero e o que não quero mas que tem de ser (acho eu!) e a vontade de no fim de tudo não querer absolutamente nada! Urgem os livros que comprei e que quero ler e cozinhar leeeeeenta e deliiciosamente mas que mal os consegui tirar da estante. URGEM AS LETRAS QUE SE QUEREM DELONGADAS Urge o pó acumulado a roupa na cadeira as ervas necessitadas a banheira abandonada as pernas necessitadas o ombro sofrido o Sol desesperado os filmes não vistos o croissant de chocolate da avenida dos Bons Amigos as oportunidades desenfreadas

Basta Pum Basta!



E no meio disto tudo urge-me a mente para a necessidade de compreender que nem tudo o que urge é verdadeiramente urgente.

Entre a razão e a realidade estou eu: meio corpo, coisa física, magra, metro e setenta fazendo-se sempre bem vestida contente e absolutamente sedenta de vida, cabeça a fervilhar de ideias, vidas e instantes e do que há para vir; meio alma, coisa disforme, virtual que urge por conseguir encontrar um ponto.
Um ponto...

Como uma vista panorâmica de tudo o que está cá fora e, placida e tranquilamente, decidir onde e quando vou, sabendo apenas que chegarei lá e que por isso irei sem pressas, com o tempo que for preciso.


P.S. demorei quatro dias a conseguir fazer este post.


E agora uma pausa para aprender. Este livro não é um livro de receitas. É um tratado sobre a gastronomia, and therefore, cultura israelita.
Traduzido e tudo.





Em Jerusalem, tão famoso como o peixe gelfite (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gefilte_fish) é o chraimeh, a "rainha" de todos os pratos dos Judeus Tripolitanos (Libios). Para muitos Sefarditas, tal como o seu semelhante (o gelfite) dos Asquenazes, é uma presença obrigatória na altura do Rosh Hashanah, na Páscoa e no Shabbat. Apesar das suas diferenças - o gelfite é bege e doce, o chraimeh é vermelho, picante e de intenso sabor a especiarias - são semelhantes num elemento essencial. Em ambos os pratos o sabor do peixe é, na verdade, irrelevante, sendo apenas um mero veículo para os sabores do molho ou condimento, sejam eles suaves, fortes ou picantes. As familias tem orgulho na sua receita particular de chraimeh. Representa as verdadeiras habilidades da cozinha Tripolitana - e, com variações do tema, de outras cozinhas norte-africanas - evidentes na textura do molho, na sua cor, gosto picante e potência.

Claudia Roden fala dos Judeus de Livorno, Itália, e de um prato tradicional de um peixe inteiro cozinhado num molho doce de tomate. Os Marranos, Judeus descendentes de Portugal e Espanha que chegaram a Itália no séc. XVII, estão entre os primeiros que introduziram os tomates em Itália e, tal como muitos mercadores Judeus de Livorno que se mantiveram presentes ao longo do Mediterrâneo, de Tripoli incluidos, é mais do que provável que estas tradições culinárias tenham viajado com eles.

O chraimeh é geralmente feito com postas de Olho-de-boi, com espinha, mas pode ser preparado com qualquer tipo de peixe branco. Escolhemos o salmão porque é o peixe mais disponível em formato de posta. Robalo em posta é o ideal. Peixe branco, sem espinha, é outro compromisso aceitável.

O chraimeh é servido como entrada, morno ou a temperatura ambiente, com challa (ou outro pão branco de qualidade) para ensopar, uma fatia de limão e uma caneca de água, para amainar o calor. É facilmente re-aquecido e o molho é tão saboroso que pode duplicar perfeitamente a quantidade para ter mais molho para mergulhar o pão*. Servir com couscous ou arroz.


*façam-no, eu arrependi-me de não o ter feito.




Postas de salmão em molho chraimeh

110ml de óleo de girassol (2 c.sopa + 2 c.sopa + 50ml)
3 c.sopa de farinha simples
4 postas de salmão, cerca de 1kg
6 dentes de alho, grosseiramente picados
2 c.chá de pimentão doce
1 c.sopa de sementes de alcaravia, tostadas e moídas de fresco (se não tiverem substituam por cominhos)
1 1/2 c.copa de cominhos moídos (eu tosto e depois moo)
1/3 c.chá de pimenta caiena
1/3 c.chá de canela em pó
1 chilli verde, grosseiramente picado (utilisei 1 c.chá de pasta de bird's eye chilli)
150ml de água
3 c.sopa de polpa de tomate
2 c.chá de açúcar
1 limão, cortado em 4 + 2 c.sopa de sumo de limão
2 c.sopa de coentros, grosseiramente picados
sal e pimenta preta

pão fresco e fofo, em generosa quantidade
1/2 cháv. de arroz carolino

Aquecer 2 colheres de sopa de óleo de girassol numa frigideira grande que tenha tampa.
Colocar a farinha numa tigela funda, temperar generosamente com sal e pimenta e colocar dentro o peixe. Envolvê-lo com a farinha e sacudir o excesso. Levar à frigideira quente a lume alto durante 1-2 minutos em cada lado, até ficarem dourados. Remover o peixe e limpar a frigideira com papel de cozinha.
Colocar o alho, as especiarias, a malagueta e 2 colheres de sopa de óleo numa picadora / processador / copo de varinha mágica e moer tudo até formar uma pasta grossa, adicionando um pouco mais de óleo se for necessário para ligar tudo.
Colocar o restante óleo na frigideira, aquecer bem e adicionar a pasta. Mexer e fritar apenas cerca de 30 segundos, para que as especiarias não queimem. Rapida mas cuidadosamente, porque pode espirrar, adicionar a água e a polpa de tomate para que as especiarias parem de cozer. Levantar fervura e adicionar o açúcar, o sumo de limão, 3/4 de colher de chá de sal e um pouco de pimenta. Provar para ajustar o tempero.
Colocar o peixe no molho, levantar fervura lentamente, tapar a frigideira e cozinhar cerca de 7-11 minutos, dependendo do tamanho do peixe, até que esteja totalmente cozido. Retirar do lume, destapar e deixar arrefecer um pouco.
Servir o peixe apenas morno ou a temperatura ambiente, polvilhado com os coentros e uma fatia de limão.

serve 4





































a ouvir: Paradise Circus - Massive Attack


23.10.12

Mimos do Poial - o feijão

O cabaz que recebi da terra do Poial é uma pequena grande aglomeração de potencial. Fiz um inventário na hora, claro. As ervas foram para um muito improvisada, muito feia e muito saborosa salada morna de batata doce, um dos minis pimentos e requeijão.

Um raminho de: alecrim, funcho, tomilho, manjerona e cebolinho, tudo bem picadinho e envolvido no requeijão. Depois o calor que emana da batata doce grelhada e o azeite fazem o resto, intensificando e misturando os sabores numa só garfada.





O topinambo, que não era mais que uma amostra, valeu-me para uma sopa pseudo-tailandesa de udon noodles, juntamente com uns pimentos.



Com as malaguetas tem sido mais complicado decidir o que delas fazer. Por muito atractiva que seja a ideia de fazer um chutney que encontrei no Culinário de 2008 ou um dos molhos de algum dos meus autores de referência, a verdade é que picante lá em casa, só com bastante moderação, ou pelo menos nada que se compare ao valente palato dos mexicanos ou dos tailandeses. Com elas fiz este molho até agora. É super versátil, tendo já servido uma colherada generosa sobre um peito de frango, refogado num arroz de pimento e dando um twist refrescante a uma posta de pescada cozida.


Depois há (havia!) o feijão longo e aquele poblano negro, de destino marcado desde que lhes pus os olhos em cima.

Por hoje fiquemo-nos pelo feijão. Lembrei-me logo do momento em que a Joana nos mostrou aqueles longos fios em que não dá para perceber onde acaba o ramo e onde começa o fruto, dizendo que, por serem tão tenros e finos, não é necessário cozê-los previamente antes de fritar nem retirar os fios. Inspirada pela tempura do Tomo, enchi-me de coragem e enfrentei os meus demónios da fritura. Fiz peixinhos da horta. Na verdade, foi mais tempura que os nossos conhecidos petiscos, porque a massa é feita apenas com cerveja e farinha.
Foi este o nosso jantar, com uma singela posta de bacalhau e um molho de tomate que com um ingrediente especial passa de modesto a magistral, dando gosto e sabor a estes tempos que não perdoam, cujas amarguras por vezes não conseguimos evitar de levar para a mesa.




Tempura de feijão longo e feijão-verde com molho de tomate e bacalhau

Esta tempura é apenas uma das mil variantes existentes, pelo que não é, de todo, a que mais aconselho a fazerem - até porque para isso teria de ter feito mais do que uma maneira para compreender bem as diferenças. Façam como acharem melhor para vocês.
A avaliar pela fotografia, escusado será dizer que ficou longe de perfeita, mas apesar de tudo sentia-se o crocante do polme e do próprio feijão, que não quis cozer completamente e sentia-se aquele sabor típico a frito mas com a leveza da tempura. O mais importante é que mais que os três elementos como um todo funcionam mesmo muito bem e esta é de facto a razão mais importante que me levou a colocar aqui esta receita.
O molho de tomate é incrivelmente versátil, de maneira que não se preocupem se sobrar porque certamente encontrarão outras oportunidades para o utilizar: sobre um torricado, juntar grão para fazer uma sopa com um ovo escalfado ou envolvido com atum desfeito e massa, o hidrato de carbono todo-poderoso que salva qualquer crise de inspiração. Eu passei-o no final para ficar homogéneo e para envolver melhor o bacalhau e o feijão, mas podem sempre deixá-lo inteiro.

 350g de feijão verde, feijão longo ou uma mistura
900ml de óleo (que faça 5cm de profundidade numa frigideira de 3 litros)
1 cháv. de farinha
1 cháv. (240 ml) de cerveja

2 1/2 c.sopa de azeite
1 1/2 c.chá de cominhos
1/2 c.chá de pimentão doce
2 c.chá de canela
1 cebola média, picada
125ml de vinho branco
400g de tomate em lata
1 malagueta sem sementes, finamente picada
1 dente de alho, esmagado
sal e pimenta q.b
salsa, picada

4 postas de bacalhau


Escaldar apenas o feijão verde durante 4-5 minutos, ou totalmente cozidos, conforme preferirem.
Aquecer o óleo na frigideira.
Bater a farinha e a cerveja numa tigela. e mergulhar cerca de 10 feijões de cada vez na massa.
Testar o óleo pingando um pouco da massa na frigideira. Se começar a fritar instantaneamente e a borbulhar é porque está pronto para fritar. Nessa altura, adicionar os 10 feijões de cada vez e fritar cerca de 1,5-2 minutos, até a massa estar bem frita e estaladiça.
Retirar o feijão da frigideira, colocar sobre papel absorvente e polvilhar com sal.

Para fazer o molho, aquecer o azeite numa frigideira larga.
Adicionar as especiarias e a cebola e cozinhar por 8-10 minutos a lume brando, até a cebola ficar completamente mole.
Adicionar o vinho e levantar fervura durante 3 minutos. Juntar os tomates esmagados, a malagueta e o alho. Cozinhar 15 minutos a lume brando até engrossar bastante.
Ajustar o tempero e passar tudo até que fique um molho uniforme mas não totalmente liquido. Reservar tapado. Na altura de servir, polvilhar com salsa.

serve 4


a ouvir: Warsaw - Sharon Van Etten

29.8.12

Tomates e casulos

Tomates e casulos. Em. No casulo. Eu no casulo. Nunca passei por uma experiência como estas duas - a ir para três - semanas. Encasulada com o rabo na cadeira a olhar para o computador, para o ecrã, para o computador novamente, para a estrada e sinais vermelhos das Avenidas Novas, com uma miserável hora de corrida, doses absurdas de café e chá preto, a diária esfrega de Momengel no pescoço e uma ou outra pontual ajuda de Valdispert para quando não se consegue dormir ou para atenuar crises de ansiedade como, por exemplo, um choro compulsivo (mas discreto) depois de correr desalmadamente para apanhar o comboio e perdê-lo por um fio. Quando pensamos que já demos o litro, o melhor é pensar outra vez. O baton é só para disfarçar. E o bicho que se está a formar dentro deste casulo não é daquelas bonitas que se espera que poisem no nosso dedo -apesar de achar que isso é mais um mito urbano que outra coisa -, é daquelas feias, do género das do bicho da seda. As pernas começam a ganhar uma textura lgeiramente áspera, bem como outras partes do corpo, a minha voz adquire o tom envergonhado de quem acorda por não emitir quase nenhum som durante o dia inteiro a não ser que cante, os pequeninos músculos, ganhos com tanta dedicação, vão murchando tristemente e as unhas, apercebi-me agora que olho para a caneta, ganharam dimensões pouco recomendáveis na mão direita e formas estranhas em alguns dedos da mão esquerda - sina da mão que agarra na cebola e no alho enquanto que a outra, de faca afiada, a manuseia inexperiente.

Cozinhar, apenas um cheirinho diário, só para manter a sanidade em dia porque o apetite, pela primeira vez, não existe. Assim sendo, encaro como mais um problema de design e arranjo espaço na minha cabeça para pensar na melhor maneira de aproveitar os quilos de tomates que temos em casa.*

O pior, o perverso, é de sentir que alguém, algures, me julgará ao saber que, apesar de tudo, ainda tenho mão na cozinha, e que o meu dia ainda tem três ou quatro momentos de prazer (ou parcial, uma vez que, pontualmente, frequentemente vá, como (verbo comer) a pensar em sistemas de cor, grelhas, tabelas sazonais e design: esta coisa que é a minha praga, a minha paixão, a minha panela de pressão.



Valham-me então os tomates, -cereja, negros da Crimeia, coração-de-boi, chucha, regulares, e os morangos, os pequenos e aromáticos morangos que parecem ter sido borrifados com aquelas águas de colónia para crianças, tal é a intensidade do seu cheiro e sabor. E agora vão já duas doses de coisas boas porque não sei se vou ter animae para voltar a escrever aqui brevemente. Ambas as receitas abundam e tomates, diversos tipos deles, não (apenas) pelo impacto visual que dá ao prato, mas porque os tomates tem muito que se lhe digam, e cada qual tem o seu sabor e textura únicos, mais ou menos doces, mais ou menos duros, mais ou menos carnudos. Para mim vale totalmente a pena brincar e descobrir as diferenças.

* Ou tínhamos, porque quando escrevi este texto, há uma semana, ainda havia. Só não há é ânimo, paciência, disposição, tempo para passar pelo processo de fazer mais uma entrada aqui: transcrever, relembrar a receita, passar fotos, arranjar fotos et al.




































Salada de Tomate e Morangos com Pistou de noz, hortelã e manjericão
300g de morangos, cortados, dependendo do tamanho
300g de tomates diversos, cortados a gosto
2 punhados de rúcula
80g de pão de centeio de véspera
80g de pão de trigo de véspera
azeite, sal e pimenta q.b
2 queijos frescos de ovelha pequenos, cortados aos cubos
2 colheradas de pistou de noz, hortelã e manjericão

2 dentes de alho, picados grosseiramente
1 c.chá de sal
1/2 cháv. de nozes aos pedaços
80ml (1/3 cháv.) de sumo de limão
1 cháv. de folhas de manjericão
1/3 cháv. folhas de hortelã
80ml (1/3 cháv.) de azeite
2 dentes de alho, muito picados
pimenta e/ou piri-piri, a gosto

Pistou
Colocar num almofariz o alho, o sal, as nozes e o sumo de limão, esmagando até formar uma mistura mais ou menos consistente, como preferirem. Pessoalmente gosto de sentir ainda pedaçinhos de nozes, sem ficar muito pastoso.
Adicionar as folhas do manjericão, da hortelã e o azeite, moendo novamente até ficar tudo ligado.
Adicionar pimenta e piri-piri a gosto e envolver tudo.

Cortar o pão aos cubos pequenos (1,5-2cm), colocar numa tigela com o alho picado e regar com um fio de azeite, sal e pimenta. Envolver bem com as mãos, colocar numa frigideira quente e tostar todos até ficarem bem dourados e começarem a libertar aquele aroma maravilhoso.
Dividir por dois pratos individuais os morangos, os tomates,a rúcula e os croutons e os queijos frescos.
Juntar uma colherada de pistou a cada prato, envolver tudo e comer no momento.

serve 2 (o pistou ainda dá para 4)



Tomates assados com quinoa
tomates inspirados na receita de Heidi Swanson, em 101 Cookbooks

Foi o meu jantar e almoço consecutivos. Tomates assados frios sabem muito bem, é só o que tenho a dizer. E para algo diferente, o açúcar vale mesmo a pena. 
1,2kg de tomates variados (usei uma mistura de negro da Crimeia, coração de boi, cereja e San Marzano) - metade são para assar, metade para comer crús

60ml de azeite
2 c.chá de açúcar amarelo
sal grosso, q.b
1 c.sopa de alecrim fresco, picado
1 c.sopa de raspa de limão

2 c.sopa de pinhões
1 c.sopa de alcaparras
1 cháv. de quinoa, passada por água corrente
sal q.b
azeite q.b

Pré-aquecer o forno a 175ºC com a prateleira no topo.
Colocar metade dos tomates numa só camada num tabuleiro de forno, inteiros, cortados em metades ou quartos, dependendo do tamanho. Envolver com o azeite, o açúcar, umas pitadas de sal, alecrim e a raspa de limão. Levar ao forno durante 60 minutos, ou até começarem a caramelizar e a ficar tostados nas bordas. Retirar do forno e deixar arrefecer.
Entretanto cozer a quinoa com um pouco de sal em duas chávenas de água a ferver durante 15 minutos, ou até a quinoa estar cozida, solta e a água ter sido absorvida.
Tostar os pinhões numa frigideira seca e saltear as alcaparras num fio de azeite.
Dividir a quinoa por dois pratos de servir, dividir os tomates, crús e assados, pelos pratos. Temperar com os sucos que ficaram no tabuleiro dos tomates e mais sal e um fio de azeite se for necessário. Cobrir com os pinhões, as alcaparras e servir, frio ou morno, as you wish.

serve 2 (os tomates até que servem bem 4, mas eu comi-os todos)


























a ouvir:  Brian Jonestown Massacre - Anemone